Uma menina obediente, uma moça aplicada e nem uma mulher disciplinada...Talvez por isso eu passe tanto tempo sem vir aqui...
Dizer que não tenho o que contar... Mentira!! Sempre tenho, nem que seja expor as minhocas da minha cabeça...Isto me lembra a medusa.
Quando pequena eu era essencialmente literal nas interpretações...Talvez essa seja uma característica da infância. Ouvindo falar que se não estudasse ir tomar Bomba, lembro que fiquei apavorada, não por ter que repetir o ano no grupo escolar, não fazia idéia disso, o que me causou medo foi a associação que fiz...rsrs. Meu pai havia me levado com ele para abastecer nosso fusquinha 67 e eu conheci a Bomba de gasolina.
Fato é, que o medo me levou a estudar e nunca tomei uma Bomba ...
OLÁ!! SEJA BEM-VIND@!!
sábado, 20 de fevereiro de 2010
domingo, 29 de novembro de 2009
Um olho no peixe e outro no gato
E o terceiro olho? Aquele de "O Médico de Lhasa"( do Lobsang Rampa) bem em cima da Pineal, aquele da clarividência, que foi feito pra nos ajudar a encontrar trilhas quando os caminhos desaparecem, ou ficam turvos, lembra? Pois é, acontece que às vezes ele fica míope e com uma venda preta. Alguns dirão, há opções, podemos colocar uma lente potente e tirar a venda, podemos despsicanalizar o olhar , ou simplesmente deixar acontecer...Simples!!
Puxa vida!! Como é difícil, né!...O medo surge, encara e luta contra o desejo, num campo onde antes imperava a plena certeza...Desfez-se o sonho? Não!! Ele insiste e persiste, no coração (este rubro músculo passional ).
É tão fácil a gente lidar com as possibilidades da vida vendo a coisa apenas em perspectiva, lá na frente, parecendo uma brincadeira de criança, divertida, despreocupada... Porém!! Como nada fica estagnado, tudo muda constantemente e aquilo que era uma projeção futura vem lentamente, de mansinho criando forma, vem chegando perto... Aí começam as dificuldades. Mas, como água de morro abaixo não dá pra segurar... Então meu amigo tome um banho numa linda cachoeira, relaxe, agradeça e aproveite a oportunidade...
Puxa vida!! Como é difícil, né!...O medo surge, encara e luta contra o desejo, num campo onde antes imperava a plena certeza...Desfez-se o sonho? Não!! Ele insiste e persiste, no coração (este rubro músculo passional ).
É tão fácil a gente lidar com as possibilidades da vida vendo a coisa apenas em perspectiva, lá na frente, parecendo uma brincadeira de criança, divertida, despreocupada... Porém!! Como nada fica estagnado, tudo muda constantemente e aquilo que era uma projeção futura vem lentamente, de mansinho criando forma, vem chegando perto... Aí começam as dificuldades. Mas, como água de morro abaixo não dá pra segurar... Então meu amigo tome um banho numa linda cachoeira, relaxe, agradeça e aproveite a oportunidade...
sábado, 28 de novembro de 2009
Por ora acabou o dilema...
Decidi sobre a leitura: Estou lendo os dois livros.
E por falar em livros as aventuras de Harry Potter também são ótimas. É leitura infanto-juvenil? sim!! why not?! Fácil, divertida, cativante, diria que até com um leve suspense ... A adolescente que habita em mim agradece, ganhei a coleção este ano... Recomendo outros nesta linha: a trilogia "O Senhor dos Áneis", os cinco livros " Guia mochileiro das Galáxias"( prepare-se para rir muito ). O bom da leitura é quando me transporta para dentro da alma do livro, da sua essência, aí me embaralho no meio das linhas, me sinto nas pontas dos dedos do autor, faço parte...A sensação é de cumplicidade, exclusividade...Vou narrando e lendo, absorvendo e sendo absorvida...É uma sensação incrível!!
E por falar em livros as aventuras de Harry Potter também são ótimas. É leitura infanto-juvenil? sim!! why not?! Fácil, divertida, cativante, diria que até com um leve suspense ... A adolescente que habita em mim agradece, ganhei a coleção este ano... Recomendo outros nesta linha: a trilogia "O Senhor dos Áneis", os cinco livros " Guia mochileiro das Galáxias"( prepare-se para rir muito ). O bom da leitura é quando me transporta para dentro da alma do livro, da sua essência, aí me embaralho no meio das linhas, me sinto nas pontas dos dedos do autor, faço parte...A sensação é de cumplicidade, exclusividade...Vou narrando e lendo, absorvendo e sendo absorvida...É uma sensação incrível!!
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Um desafio...

Hoje fui provocada a colocar um pouco das minhas idéias ou dos meus devaneios, como prometido na inauguração deste blog e como boa mineira que sou, dou um boi pra não entrar numa briga, mas dou uma boiada para não sair dela, adoro um desafio!
Claro, não tenho pretensão de ser uma escritora, poetisa ou coisa similar, deixo isso pro "mozinho", ela escreve muito bem quando não está dando uma de traça comendo livros. É... Confesso que sou coruja... Ah!Também como não ser...
Aliás, essa coisa de traça é genética e devo admitir que repassei pra eles esse mal crônico materno-familiar: O gosto pela leitura. Hábito que já me levou a perder o ponto de desembarque de ônibus, já me fez dormir no meio de pápeis e que me fez até ler dois livros ao mesmo tempo... O que me proporciona um prazer imenso!
Neste momento estou num dilema, comecei a ler "Mundo sem Fim" do Ken Follet, autor do melhor romance que já li, "os Pilares da Terra", são quase 1000 páginas (coisinha básica né?!). Bom, mas não é que mesmo comprado na pré-venda, já chegou o novo livro do Dan Brown "O Símbolo Perdido"? E agora, qual leio primeiro?
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Belo Texto
Maneiras de Amar - Carlos Drumond de Andrade
O jardineiro conversava com as flores, e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homen bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação muito embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na ocasião devida.
O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homen. “Você o tratava mal, agora está arrependido?” “Não, respondeu, estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É a minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava.”
O jardineiro conversava com as flores, e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homen bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação muito embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na ocasião devida.
O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homen. “Você o tratava mal, agora está arrependido?” “Não, respondeu, estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É a minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava.”
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Uma Poesia...Uma bela canção
Viagem
Composição: João de Aquino / Paulo Cesar Pinheiro
Oh! tristeza me desculpe,
Estou de malas prontas,
Hoje, a poesia veio ao meu encontro
Já raiou o dia, vamos viajar...
Vamos indo de carona,
Na garupa leve, de um vento macio,
Que vem caminhando,
Desde muito longe,
Lá do fim do mar...
Vamos visitar a estrela,
Da manhã raiada,
Que pensei perdida,
Pela madrugada,
Mas que vai escondida,
Querendo brincar...
Senta nessa nuvem clara
Minha poesia, anda, se prepara
traz uma cantiga
Vamos espalhando música no ar
Olha quantas aves brancas,
Minha poesia, dançam nossa valsa,
Pelo céu, que o dia,
Fez todo bordado de raios de sol...
Oh! poesia, me ajude,
Vou colher avencas, lírios, rosas, dálias,
Pelos campos verdes, que você batiza,
De jardins do céu...
Mas, pode ficar tranqüila,
Minha poesia, pois nós voltaremos,
Numa estrela guia, num clarão de lua,
Quando serenar...
Ou talvez, até quem sabe,
Nós só voltaremos, num cavalo baio,
No alazão da noite, cujo nome é raio,
Raio de luar...
Composição: João de Aquino / Paulo Cesar Pinheiro
Oh! tristeza me desculpe,
Estou de malas prontas,
Hoje, a poesia veio ao meu encontro
Já raiou o dia, vamos viajar...
Vamos indo de carona,
Na garupa leve, de um vento macio,
Que vem caminhando,
Desde muito longe,
Lá do fim do mar...
Vamos visitar a estrela,
Da manhã raiada,
Que pensei perdida,
Pela madrugada,
Mas que vai escondida,
Querendo brincar...
Senta nessa nuvem clara
Minha poesia, anda, se prepara
traz uma cantiga
Vamos espalhando música no ar
Olha quantas aves brancas,
Minha poesia, dançam nossa valsa,
Pelo céu, que o dia,
Fez todo bordado de raios de sol...
Oh! poesia, me ajude,
Vou colher avencas, lírios, rosas, dálias,
Pelos campos verdes, que você batiza,
De jardins do céu...
Mas, pode ficar tranqüila,
Minha poesia, pois nós voltaremos,
Numa estrela guia, num clarão de lua,
Quando serenar...
Ou talvez, até quem sabe,
Nós só voltaremos, num cavalo baio,
No alazão da noite, cujo nome é raio,
Raio de luar...
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